quarta-feira, 14 de novembro de 2007

“Vidas Opostas”: a grande aposta da Rede Record.



A Rede Record, cujo principal acionista é o Bispo Edir Macedo (fundador da Igreja Universal), entrou na briga pela liderança de audiência e mercado publicitário. Com o lema “em busca da liderança”, o objetivo da emissora é acabar com o “monopólio” da Rede Globo. Para isso, tem investido pesado em infra-estrutura: possui onze estúdios em São Paulo e está construindo um pólo cinematográfico no Rio de Janeiro, com oito estúdios; neles, será possível gravar até quatro novelas ao mesmo tempo. E, ainda, criou um forte núcleo de novelas, com 1.250 profissionais contratados e outros 2 mil terceirizados, sendo que a metade veio da Globo.


Além desse investimento no departamento de teledramaturgia, a Record lançou, no dia 27 de setembro, um canal de notícias, o Record News, cujo custo inicial é de US$ 7 milhões. A ONG Intervozes acusa-o de irregular, citando um decreto de 1963, que veda a uma mesma empresa o controle de duas geradoras de TV numa única cidade, no caso São Paulo.


A Record também vem apostando em seus programas e na diversificação da oferta de séries e filmes. Além disso, pagou R$ 120 milhões para transmitir as Olimpíadas de Londres, em 2012. E está oferecendo grana pesada para adquirir direito de transmissão dos Campeonatos Brasileiro e Paulista de Futebol de 2009 e das Copas de 2010 e 2014.


Os comentários na mídia (blogs, revistas e jornais)[1] sobre o notável “enriquecimento” na programação da Record giram em torno de dois aspectos: primeiro, o bispo Macedo não teria perdoado a Globo pela forma com a emissora cobriu sua prisão, em maio de 1992, sob acusação de charlatanismo e curandeirismo; e pela exibição da minissérie "Decadência" (95), de Dias Gomes, que retratava um pastor evangélico desonesto. Essas seriam as razões das acusações de Macedo contra a Globo (apontada como manipuladora) e, conseqüentemente, do investimento pesado na tal “busca pela liderança”:


"Fomos injustiçados por muitos anos por um grupo de comunicação que tinha e mantém o monopólio da notícia no Brasil. Daí nosso desejo de dar fim a esse monopólio". (Discurso de Edir Macedo no lançamento da Record News)


O segundo aspecto tem a ver com as finanças da Rede Record, acusada de estar enriquecendo as custas dos fiéis da Igreja Universal. A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) mantém uma programação na madrugada da Record. Porém, a Record não divulga os investimentos de seus clientes.


Para competir com a Globo e conquistar a liderança, a Record lançou, em novembro de 2006, a novela “Vidas Opostas”, que acabou em fins de agosto – e que, de fato, fez um grande sucesso. A trama, que abordou temas polêmicos como violência na favela, tráfico de drogas, corrupção policial, legalização das drogas e violência contra a mulher, teve seus custos avaliados em R$ 180 mil por capítulo. Valor pago com facilidade, posto que a emissora tinha grandes rendimentos com a venda de anúncios no horário da novela. Cada período de 1 minuto e 10 do intervalo comercial (que tem cerca de 3 minutos) saia por 9 milhões de reais por mês.


Com “Vidas Opostas”, a emissora conseguiu ampliar e diversificar o público do gênero, elevando sua audiência no horário nobre. Diferentemente de outras tramas, que são direcionadas para um público predominantemente feminino, “Vidas Opostas” atraiu também o público masculino. Para isso, a Record jogou a novela para as 22h, ganhando mais liberdade para explorar conteúdo violento (no primeiro capítulo, por exemplo, mostrou um trabalhador inocente sendo morto pela polícia numa incursão à favela; num outro, um “X9” – informante - terá sua cabeça cortada por um traficante) e, ao mesmo tempo, deixando de disputar audiência diretamente com a “novela das oito” da Globo.


O sucesso de “Vidas Opostas” foi tão grande que era bastante comum ouvir pessoas na rua conversando sobre os personagens da trama e sobre as polêmicas levantadas. No orkut, “Vidas Opostas” tem aproximadamente 375 comunidades (a maior tem mais de 12.000 membros) e os debates, nas maiores comunidades, seguem como se a novela não tivesse acabado. O programa garantiu à Record o melhor desempenho já registrado em novelas. O último capítulo rendeu 25 pontos de média de audiência (cada ponto representa cerca de 800 mil espectadores) com 29 pontos de pico e 40% de share (percentual das televisões ligadas que estão sintonizados no programa), pelos dados consolidados do Ibope na Grande São Paulo. O capítulo deixou a Record em primeiro lugar durante 44 minutos, 36 isoladamente, e o restante empatado com a Globo, no período compreendido entre 22h03 e 23h32.


Para algumas pessoas, no entanto, a aposta teria sido errada, pois “o povo não gosta de novela desse jeito”, porque “quer assistir à trama para sonhar, para ver pessoas bonitas e bem vestidas num cenário paradisíaco (como o Leblon)”. E eu me pergunto: será? Então, qual é a explicação para o sucesso de “Vidas Opostas”? Será que as histórias das novelas são desenvolvidas apenas segundo a vontade dos autores ou seguem também orientação a partir de pesquisas de opinião? Por que vem aumentando na TV e no cinema o enfoque em histórias da vida nas periferias e favelas? Será que os moradores dessas áreas tão excluídas não querem se ver na TV também, assistir histórias que se aproximem mais da realidade deles? E será que os produtores não querem enquadrar as representações das histórias dessas pessoas (e assim poderem dizer qual a “solução” para a pobreza, a miséria e a violência)?


De acordo com o diretor Alexandre Avancini, com “Vidas Opostas” a Record ingressou no atual movimento da TV que traz os pobres e a periferia para o centro das tramas; como os programas “Cidade dos Homens”, “Antônia”, “Minha Periferia”, “Central da Periferia”, todos da Globo. O autor da novela, Marcílio Morais (cria da Globo – escreveu, entre outras, a novela “Sonho Meu”), faz coro: “Vidas Opostas não vai se guiar pela ‘estética da exclusão’, que tem caracterizado a maior parte das telenovelas no país há décadas, constituindo-se mesmo num pretenso ‘padrão’ de qualidade. Este ‘padrão’ camufla os graves problemas sociais em que vivemos, excluindo parte significativa da população brasileira do universo ficcional".


O nome da novela tem a ver com a história, que se passa entre a favela – o Morro do Torto (nome fictício da comunidade Tavares Bastos, no Catete, onde existe um quartel do Batalhão de Operações Especiais – Bope, cujo major-comandante é chamado de ‘síndico’ por alguns moradores) – e o asfalto – as ruas da zona sul e do centro do Rio. No Morro do Torto mora Joana, moça pobre que se apaixona por Miguel, um jovem milionário, herdeiro das empresas Campobelo. Miguel, apesar de já ser noivo de uma elegante e rica estilista, Erínia Oliveira, também se apaixona por Joana.


É a partir dessa fórmula básica de telenovela, em que o casal apaixonado de protagonistas se conhece, é separado por um evento externo e o desenrolar da trama trata das “aventuras” para a união final – estilo consagrado por Janete Clair, principal escritora de novelas da Rede Globo na década de 70 – que a história se desenrola. Porém, “Vidas Opostas” inova ao deixar de lado a estética clean das novelas com “padrão Globo de qualidade” e exibir cenas bastante realistas de violência e do dia-dia de moradores de uma favela.


Joana era ex-namorada de um traficante de drogas, Jéferson, que foi preso e passou 4 anos na cadeia. Ele foi solto justamente quando Miguel rompeu o noivado e começou a namorar Joana. O bandido volta ao morro onde morava liderando uma quadrilha e toma o controle da boca-de-fumo, transformando-se no todo-poderoso “dono” do morro. Obcecado com a idéia de que Joana lhe pertence e deve ser para sempre dele, ameaça a moça, sua família, Miguel e a comunidade do Torto. Os líderes comunitários, a família de Joana e Miguel resolvem intervir nessa situação e vão enfrentar Jéferson em nome da “liberdade” de Joana. A seqüência de imagens da comunidade enfrentando os traficantes armados tem seu ápice quando o pai de Joana, Haroldo, mata Jéferson com um tiro no peito – sendo fuzilado imediatamente pelos comparsas do traficante. Em seguida a comunidade, revoltada, expulsa os traficantes à força e mata alguns, incluindo um inspetor de polícia corrupto que estava na favela.


Depois dessa primeira “adversidade”, o casal também enfrenta as artimanhas promovidas pela ex-noiva de Miguel, que não se conforma com o rompimento e tudo fará para separar o casal – até mesmo forjar provas para que Miguel seja preso. Para isso, Erínia faz um acordo com o delegado Nogueira, que irá se beneficiar da prisão de Miguel para esconder atos de corrupção promovidos por ele e seus subordinados, o inspetor Alencar e o inspetor Hélio. Miguel será preso, acusado de matar Alencar, o policial que estava na favela cobrando o “arrego” do bando de Jéferson no momento em que a comunidade expulsou os traficantes.


Miguel ficará preso por um tempo, até conseguir fugir numa troca de cadeia, com a ajuda de Bóris, amante de sua mãe, Ísis. Bóris é um ex-militante político de esquerda que assumirá várias identidades para conseguir fugir da polícia. Um tempo depois de sua fuga, quando Miguel e Joana já estavam programando casamento, o irmão mais velho de Jéferson, Jacson, foge da cadeia com um bando que junto com ele retomará o Morro do Torto e jura vingança pelo irmão. Seguem ameaças de Jacson à comunidade, acusada por ele de matar Jéferson. Diante dessa situação, Joana toma a responsabilidade para ela e, sozinha, enfrentará Jacson.


Ele, por sua vez, a trata como a grande culpada pela morte de seu irmão; faz ameaças, e diz que, como ela não foi de seu irmão, terá que ser dele. A história entra nesse ponto numa situação quase irreal. Joana consegue enrolar o vilão esperto e arrogante, que deixa de seqüestrá-la para aceitar sua proposta: ela fingiria ter aceitado ser sua mulher, diante da comunidade, enquanto ele “daria um tempo para ela se acostumar” com tal situação. Joana se afastará de Miguel sem dar-lhe explicações e sofrerá com sua ausência, assim como ele. É esse o motor das telenovelas, a torcida pela reunião do casal de protagonistas, a narrativa da “aventura”.


No princípio, Jacson age como bom moço. Mas, com o tempo, começa a desconfiar de Joana e passa a ameaçá-la novamente, chegando quase a estuprá-la em vários momentos. Mas até o final da novela, Jacson só fica nas ameaças à Joana. Nesse momento – em que talvez a novela pudesse aproveitar o ensejo para tratar de um acontecimento cotidiano da nossa realidade: a violência contra mulher (se inspirando nos casos de traficantes que submetem e violentam moradoras de comunidades pobres) – a história cria uma situação ilusória, transformando o vilão em bom moço.


No fim da novela, o Morro do Torto é palco de uma disputa pelo controle da boca-de-fumo. Enquanto um bando formado por ex-subordinados de Jacson invade a favela – encontrando o bando local fortemente armado – uma milícia sobe o morro visando aproveitar-se do conflito para dominar a área. As cenas de tiroteio e violência são bastante realistas. A comunidade, diante de tamanha violência a que foi acometida, e liderada pela honesta delegada-adjunta Maria do Carmo e pelo gringo Bóris (que lá se escondia no momento), resolveu reagir. Bloqueiam acessos e deixam os bandidos sem passagem, acuados às margens da favela; isso acaba promovendo uma grande matança entre eles e os bandidos vivos são presos ou fogem. De acordo com Marcílio Morais, o final dos moradores do Torto foi inspirado numa peça do século XVI, “Fuente Ovejuna”, do dramaturgo espanhol Lope de Vega. “Na peça, um povoado se revolta contra um ditador. Na minha história, a população da favela vai se revoltar contra os traficantes que dominam o morro e contra a polícia corrupta”, conta o autor.


Miguel e Joana, depois de passarem por tantos problemas, terminam juntos. No último episódio, Miguel sobe o morro para salvar sua amada das garras de Jacson. É espancado pelo traficante, e só não morre porque o vilão atende ao pedido de Joana, que implora por sua vida. Jacson morre, em seguida, com um tiro no peito disparado pela delegada-adjunta – que assumirá a delegacia após o afastamento do delegado corrupto. O final da história não agradou a muitos telespectadores e fãs da novela, que esperavam assistir um destino melhor para o “rei do Torto”. Jacson se transformou no grande herói da história, pelo que se percebe nos fóruns das comunidades do orkut relacionadas à novela.


“Vidas Opostas” apresentou muitos elementos semelhantes aos das novelas globais, a começar por alguns atores e atrizes (que estamos acostumados e ver na Globo). Destacamos as interpretações elogiadas de Marcelo Serrado, que viveu o corrupto delegado Nogueira, e Heitor Martinez, que encarnou o traficante Jacson. Também é semelhante o mote central da novela – a história do casal de protagonistas que se separa e no final da trama volta a ficar junto –, como já foi exposto; e o próprio figurino dos personagens, os cabelos e maquiagens. Porém, inovou ao por no ar a história nem um pouco convencional de uma comunidade pobre ameaçada pela violência dos traficantes e pela corrupção policial, com direito a cenas de tiroteio bem realistas e, também, a um cenário de favela que não fica dentro do Projac.


A Rede Record fez uma grande e bem sucedida aposta com “Vidas Opostas”. É o que se conclui pelos pedidos de reprise e as sugestões de continuação da trama, feitos no orkut, nos jornais, nos blogs por muitos fãs e telespectadores. E, também, pela perceptível preocupação da Rede Globo, que correu e colocou no ar “Duas Caras” – novela da Globo que começou a ser anunciada às pressas, quase no dia da estréia. Sabia-se que “Paraíso Tropical” estava no final, mas a sucessora não era conhecida, contrariando uma prática da emissora da família Marinho, que pela primeira vez não exibiu, após o último capítulo de uma novela, cenas do primeiro capítulo da trama seguinte.


A imensa maquete de uma favela, na abertura de “Duas Caras”, foi preparada pela equipe do artista plástico Sérgio César em apenas 25 dias. Por que tanta pressa para uma obra de arte daquele tamanho? Será que foi falta de planejamento da Globo? Foi esse período exatamente, 25 dias, que separou o final de “Vidas Opostas” (dia 28 de agosto) e a estréia de “Duas Caras” (no dia 1º de outubro).


Com a nova novela, a Globo tira de cena o glamour (de “Paraíso Tropical”) para dar lugar à ficção hiper-realista. A trama global também se passa entre o asfalto e a favela. Quando a emissora anunciou que a novela teria como um dos núcleos principais a fictícia favela da Portelinha, o autor foi criticado por supostamente aproveitar-se da ótima audiência de “Vidas opostas” na escolha do cenário da trama. Alexandre Avancini, diretor da novela da Record, não hesitou em alfinetar a concorrência. Disse, em entrevista, que “Duas Caras” estava aproveitando o êxito de “Vidas opostas”: “Nada disso é mera coincidência”, afirmou. “Quando trabalhei na Globo, de 1984 a 2005, ter um núcleo tão grande de personagens que representam os moradores de uma favela era tabu”, disse. “Havia a crença na emissora que os moradores das favelas não gostariam de se ver retratados na televisão. (...) Dizia-se que pobre não gosta de ver pobre na televisão”, acrescentou.


O autor de “Duas Caras”, Aguinaldo Silva, ao ser questionado sobre a possível semelhança, afirmou: “A novela do Marcílio (Moraes) eu vi, mas sem grandes apetites. Reconheço como um grande esforço, mas, ao fim, ela caiu no maniqueísmo. Acho muito ruim isso de mostrar o morro como um lugar de bandido. Morro é lugar de gente trabalhadora. Claro que ele mostrou as pessoas enfrentando os bandidos. Nem se compara à ‘Cidade de Deus’. Aquilo é uma coisa pavorosa”. Aguinaldo diz que sua novela abordaria questões sociais e mostraria a favela como lugar de pessoas comuns, trabalhadoras. E “Vidas Opostas” não mostrou que na favela a maior parte de moradores é formada por pessoas comuns, trabalhadores? Achamos que sim.


Um dos principais personagens de “Duas caras” é Juvenal, o “líder comunitário”, interpretado por Antônio Fagundes, que parece mais com um chefe de milícia. Um dos principais núcleos da trama global é formado por personagens que representam os moradores da favela Portelinha (inspirada na comunidade de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro), que foi criada com a liderança de Juvenal, ex-segurança particular que largou seu posto para “chefiar” a favela.


Tramas com temas como esse, que tratam da violência e da desigualdade social na cidade do Rio de Janeiro, nunca estiveram presentes em novelas globais. Pelo contrário, as novelas do horário nobre que tiveram como cenário o Rio de Janeiro foram marcadas pela predominância de núcleos de personagens que representavam moradores da zona sul com alto padrão de vida. Será que é apenas coincidência o fato da Globo abordar temas como esse justamente após o sucesso de “Vidas opostas”? Não é o que parece. Acreditamos que a Rede Globo está dando resposta imediata à bem sucedida aposta da concorrente, e ao seu crescimento.

[1] Analisados em blogs (pessoais), sites (OFuxico, Terra, UOL), jornais (Folha de S. Paulo, O Globo, Estadão) e revistas (Carta Capital e Veja). Na pesquisa também levantei informações do blog e do site da Rede Record.


Silvia Oliveira (UFF/Observatório da Indústria Cultural), com a colaboração de Vitor Fraga (UFF).

8 comentários:

Raoni disse...

Falta uma análise sobre os fatos expostos nos seis primeiros parágrafos que ficam perdidos no desenrolar do texto: "acusa-o de irregular, citando um decreto de 1963, que veda a uma mesma empresa o controle de duas geradoras de TV numa única cidade", "Rede Record, acusada de estar enriquecendo as custas dos fiéis da Igreja Universal." são alguns exemplos de importantes dados para analisar esse "enriquecimento na programação" sobre o qual o texto vai se desenvolver nos parágrafos seguintes.
Pois, mais do que analisar a qualidade da "nova" programação da citada rede em expansão, é preciso uma reflexão de "para que serve" e "à quem serve" esse investimento. As opiniões colhidas demonstram que a rede está bem "equipada" e bem "assessorada" para a competição na teledramaturgia, mas o dono, o manda-chuva, tem outras preocupações (vide citações expostas).
As informações expostas nos citados 6 parágrafos se desenvolvem para um debate sobre "o que o povo gosta de ver na televisão" e acaba por elogiar a mudança temática na teledramaturgia.
Em minha opinião, seria mais interessante analisar essa mudança sobre o foco do enriquecimento da emissora e do seu projeto propagandista religioso.

felipe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
felipe disse...
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felipe disse...

a novela voltara a ser transmitida(vidas opostas)

felipe disse...

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felipe disse...

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felipe disse...

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