terça-feira, 9 de outubro de 2007

Perna de pau, olho de vidro, cara de mau




“É crime roubar um banco, mas é mais criminoso fundá-lo".


Brecht





João Carlos é negro e tem 45 anos. Trabalha há 6 anos como camelô no centro do Rio vendendo DVDs “piratas” e fatura certa de 800 reais por mês nessa atividade. Antes de ganhar a vida nas ruas da cidade, João era empregado de uma fábrica de sardinhas, da qual foi demitido. Morador do bairro de Boassu, em São Gonçalo, descrito por ele como uma “roça”, João pega todos os dias uma van “pirata” que o leva ao trabalho.



As principais mercadorias, oferecidas no plástico azul estendido no chão, eram DVDs da série Tropa de elite. Sim, Tropa de elite, antes mesmo de estrear nos cinemas, já é uma série. Tropa de elite 1 é o filme de José Padilha. Tropa de elite 2 é o documentário Notícias de uma guerra particular, dirigido por João Moreira Salles e Kátia Lund, e Tropa de elite 3 são cenas de uma incursão do BOPE numa favela em Niterói. Já ouvi notícias de que Quase dois irmãos, de Lucia Murat, já estaria sendo vendido como Tropa de elite 4. Coisas de um mercado informal cuja agilidade em farejar os ganhos possibilitados pela indústria cultural é surpreendente. Apropriações incontroláveis que atualizam, na forma da cultura de massas, a dinâmica que historicamente constituiu a cultura popular.



Uma campanha pesada da indústria cinematográfica, apoiada pelo governo, insiste na criminalização da pirataria, inclusive com uma propaganda moral que busca responsabilizar quem consome as cópias alternativas pelo desemprego e pela corrupção generalizada na sociedade. João Carlos, trabalhador precarizado, pai de família, é, portanto, um criminoso perigoso.



Mas qual a natureza do crime de João e seus fregueses?




Hoje, o financiamento público para a produção cultural no país se dá de duas formas: de modo direto, através de verbas do Ministério da Cultura, de prefeituras, entre outros e de maneira indireta, através dos incentivos fiscais, que permitem as empresas descontarem dos seus impostos devidos os recursos destinados à cultura. É importante ressaltar que esses incentivos se configuram em renúncia fiscal e se traduzem em marketing cultural para as empresas que “investem” em cultura. Por isso, as empresas, tendem a “apoiar” projetos que contribuam para a difusão de uma imagem positiva de sua marca, o que leva a uma tendência a que se prefiram artistas e grupos culturais já consagrados. Isso gera uma perversidade, já que estes teriam mais condições de garantir suas verbas no mercado, através de renda de bilheterias, por exemplo, enquanto que projetos sem apelo mercantil ficam secundarizados na destinação desses recursos.
No caso do cinema, as produções patrocinadas por dinheiro público são exibidas em salas cujos preços de ingressos chegam a 20 reais e, depois, lançadas como DVDs, vendidos em lojas especializadas, custando em torno dos 35 reais. Comparem-se essas cifras com os dados do IBGE que apontam que metade das famílias brasileiras vive com uma renda per capita de menos de 350 reais. Na região Nordeste, 70% das famílias vivem com até ¾ de salário mínimo per capita. Mais um dado: a PNAD 2006 mostra que ter ao mesmo tempo iluminação elétrica, telefone fixo, computador, geladeira, TV em cores e máquina de lavar roupa é privilégio de apenas 18,5% do total de domicílios urbanos brasileiros. Nem é preciso ir mais longe para compreendermos porque os produtos “piratas” são sucesso de público entre nós.



Existem mais elementos, da ordem que poderíamos chamar de simbólica, que dizem respeito à conformação histórica da indústria cultural. O processo de mercantilização da cultura transforma em mercadorias linguagens, manifestações artísticas, gostos e criações culturais que são produzidas e compartilhadas por diferentes camadas da sociedade. Trata-se de um processo contraditório de apropriação que ressignifica, ao mesmo tempo em que privatiza, algo que é público. Se, por um lado, na transfiguração da cultura popular em cultura de massas há um intercâmbio entre níveis culturais socialmente distintos, por outro, a privatização da cultura tornada mercadoria significa a expropriação de saberes tradicionais e culturas populares. Em tempos de globalização, mais do que em qualquer período da história, esse processo tem avançado radicalmente, alargando as fronteiras da acumulação de capital por meio de cercamentos (enclosures) de novo tipo, voltados para a cultura,o conhecimento e a educação.



Sob esse ângulo, João Carlos e seus fregueses nada mais fazem do que “democratizar” o consumo de produtos culturais, promovendo a reapropriação de verbas públicas e de criações culturais coletivas. Com o discurso moralista da criminalização da “pirataria”, governo e corporações buscam garantir o respeito a uma nova forma de propriedade privada, a chamada propriedade intelectual, bem como controlar a recepção dos produtos da indústria cultural pelas classes subalternizadas. Além de concentrar grande parte da produção cultural humana hoje, as grandes corporações de mídia e entretenimento voltam-se para o controle dos mecanismos de consumo de seus produtos.



Apesar dessas potencialidades subversivas, a “pirataria” segue a lógica do mercado. Para além das denúncias da relação da produção de mercadorias “piratas” com o crime organizado, as contradições e limites dessas formas de reapropriação da criação cultural também aparecem na ponta final desse processo: a venda e o consumo. Os camelôs que, como João Carlos, vivem de vender esses produtos, são trabalhadores precarizados, explorados e com menos direitos do que aqueles que ainda conseguem se manter na formalidade. Além disso, são cada vez mais criminalizados, perseguidos tanto pelas forças policiais quanto pela campanha moralista que invade os meios de comunicação.



Já no que diz respeito ao consumo, ainda que a “pirataria” aponte para a ampliação do acesso a bens culturais e para possibilidades múltiplas de apropriação dessas mercadorias por parte das classes subalternizadas, seus marcos são determinados pela indústria cultural centralizadora e monopolista. Basta observarmos os títulos disponíveis para a venda nas ruas, em sua maioria blockbusters, grandes sucessos comerciais que já têm garantida ampla circulação. São sinais dos desejos seqüestrados pelos verdadeiros piratas dessa história.



No meio de tudo isso, não deixa de ser significativo o fato de um filme de propaganda do BOPE se tornar o centro do debate sobre a questão da “pirataria”. O mesmo diretor que realiza um filme que naturaliza a tortura e a guerra contra os pobres, vem a público com um discurso duro contra aqueles que ameaçam os seus lucros com as quase 3 milhões de cópias não autorizadas já comercializadas. Caveira neles!




A propósito: lá onde João Carlos mora, o BOPE original não passa. Somente a versão pirata chamada pelo povo de “carro da lingüiça”.

Adriana Facina (UFF/Observatório da Indústria Cultural)




Publicado originalmente em 02.10.2007 no site http://www.fazendomedia.com/

26 comentários:

Leandro disse...

Parabéns Adriana pelo texto:
E ainda temos que escutar um discurso piegas como do Padilha dizendo que a pirataria é o roubo da propriedade intelectual alheia. Vem apelar para o desemprego que os piratas vão causar: Segundo o diretor: "A pirataria é um crime grave. Afinal, por trás de cada filme, música ou software pirateado está o trabalho de empresários e de trabalhadores que investiram o seu suor, o seu tempo e o seu dinheiro para criá-los. E que esperam, como qualquer trabalhador ou empresário, ser remunerados por isso. Além disso, nos crimes contra a propriedade intelectual está se roubando também o investimento que foi feito na educação de quem estudou para produzir bens desse tipo. Ao comprador de produtos piratas, portanto, quero lembrar que esses indivíduos têm família, e também precisam de suas rendas para sobreviver." Um discurso tão podre quanto as imagens que retrata. É possível entender pq usa esse discurso planfetário, a resposta está nas telas (e nos piratas).

Mais uma vez parabéns Adriana pelo discurso lúcido e coerente!
Leandro

johann disse...

Aparecer neste blog de vez em quando é um verdadeiro exercício do absurdo.

O socialismo é um roubo, uma forma de roubar dos talentosos para favorecer os medíocres. Quem gosta de socialismo devia ler A Revolução dos Bichos, de George Orwell.

Por que cargas d´água um artista que é um trabalhador honesto tem que cooperar com os pobres? Isso é demogogia e cristianismo barato. Quem tem que fazer isto é o governo com os impostos altíssimos que pagamos.

Eu sou autor de livros e discos, e se visse um camelô vendendo a MINHA PROPRIEDADE ia fazer de tudo para pôr o desgraçado na cadeia. Ainda bem que a natureza do meu trabalho não interessa ao grande público e aos camelôs. Ficaria muito revoltado de ver alguém se apropriando de meu trabalho.

Quem gosta do socialismo devia fazer a sua parte e fazer voto de pobreza e doar tudo o que tem aos "pobres", mas não querer forçar a sociedade a aceitar esta absurda caridade compulsória.

O brasileiro paga impostos mais do que suficientes para garantir saúde e educação a todos, isto sim a forma de erradicar a pobreza. Nenhum cidadão deve ser obrigado a abrir mão de suas conquistas em nome dos "pobres". isto é de uma demagogia repugnante.

Pior do que o camelô é quem compra dele. Devia ser multado e processado. Se o camelô estivesse vendendo artesanato, ou qualquer fruto do trabalho dele, eu seria o primeiro a apoiar. Mas vagabundos parasitas que se apropriam do trabalho dos outros são ladrões e ponto final.

Eu pensava que este tipo de discurso já estava extinto com o fim da União Soviética. Patético.

Adriana, desculpe. Mas está claro que discordamos quase que totalmente. Não é preservando a essência do mecanismo da pobreza que se erradica a mesma. Conheço gente que saiu do morro e cresceu na vida sem roubar nem se corromper. E sem Bolsa Família.

Eu acho que quem gosta de comunismo e socialismo devia ir para Cuba e deixar o Brasil e o mundo em paz.

Desculpe a franqueza.

Henrique disse...

George Orwell!??!?! pelo visto quem não conhece esse livro é você. Pesquise um pouco sobre a história do autor e também sobre a história mundial.
Antes de taxar tudo como você fez.

Vanessa disse...

Meu Deus! Quem nao conhece historia é vc Henrique! O Johann esta certo qnd ele afirma q o livro, depois realizado em filme, "A revolucao dos bichos" é SIM do George Orwell e trata SIM sobre o socialismo. Pra dizer ainda mais, ele trata sobre um ponto bem especifico da historia do socialismo na antiga Uniao Sovietica, a briga entre o Stalin e o Trotsky.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Animal_Farm

Era so ter olhado antes um pouco a internet pra ver a absurdidade q vc falou.

henrique disse...

Acho que você não entendeu o comentário.
George Orwell não tem nada a ver com o assunto que o Johann disse pois o que ele critica é um tipo de socialismo que em nenhum momento é o que se está levando em questão aqui. Por isso eu disse taxar.
E ele, como bom socialista, sabia disso. Que o que acontecia na urss não era um socialismo. só que muita gente tem mania, desconhecendo a história, de dizer que qualquer postura crítica, socialista é a mesma coisa do que aconteceu na urss que é tudo a mesma coisa, tudo farinha do mesmo saco. nada mais errado que isso.
veja só o comentário dele. ou é isso ou é aquilo.

o que você acha Vanessa?

ventos ululantes disse...

"Eu amo o socialismo e amo o Revolução dos Bichos"

vanessa disse...

Realmente nao entendi o seu comentario da forma como vc gostaria. Por isso peco desculpas.

No entanto, "a revolucao dos bichos" se presta a muito mais q somente a colocacao da possibilidade de inumeros "socialismos", e q um é bom e o outro mau. E nisso eu concordo com o Johann, q tal livro se presta a ser critico à totalidade do movimentos politicos de cunho "revolucionario coletivistas", pois no fim, a gente nao sabe o q teria acontecido se o Trotsky tivesse sido o eleito pra comandar a URSS (ainda q inumeras pessoas claramente inteligentes e de q participaram de formas nao-violentas de protesto tenham afirmado q o Trotsky teria culpa somente nas boas coisas da URSS). O poder da forma q foi o socialismo planificado, se prestava a isso, ao totalitarismo e criacao de um homem q acreditava ser o messias e q sabia o q é o melhor pra tds.

Eu concordo contigo q existe inumeros tipos diferentes de socialismo. So pra citar uma divisao meio atual, o socialismo planificado e o socialismo de mercado. E em cada um desses encontramos inumeras formas diferentes tb de socialismo.

Realmente tb nao concordo com a critica do Johann, possivelmente da mesma forma q vc, e me alinho mto ao q a Adriana e q concordo q ele fez uma grande generalizacao indevida e absurda, mas o uso q ele fez do Orwell pra sustentar sua critica contra o socialismo em geral é no entanto valido.

Anônimo disse...

Em tempos de completa alienação, e onde os "verdadeiros intelectuais" são aqueles que se julgam imparciais, deixando de lado o próprio estatuto da produção científica(pois me parece que o debate sobre a neutralidade científica já é avançado)esse texto aparece digno de louvor, pois expõe as contradições do sitema excludente e capitalista que vimemos. Sendo assim, a Adriana está de parabéns mesmo.
Agora falando em particular com o "comentarista Johann". Percebo pelos seus comentários acerca de TODOS os textos do Blogg que existe uma difereça ideológica enorme entre nós, até aí nenhum problema, ao menos pra mim, porem parece que para você existe.
Como no comentário de hoje você resolveu explicitar que é autor de livros e discos (que pela natureza de seus comentários, sabemos bem a quem interessa, é obvio essas pessoas podem pagar)faço aqui uma solicitação, que tal um debate de conteúde héin?
Que tal, fugir dos clichês e chingamentos do discurso ralé do anticomunismo.
Enfim, acho que esse blogg é um democrático que tem como objetivo proporcionar debates produtivos. Será que você consegue se adequar a isso?
Espero que sim.
Pâmella Deusdará

Johann Heyss disse...

Cara Pamela e demais,

Primeiramente quero dizer que apesar de minahs opiniões contudentes, defendo a liberdade de todos nós expressarmos o que pensamos. Vcs têm naturalmente todo o direito de serem socialistas como desejarem. Meu problema com o socialismo como ele é praticado em toda parte, e se eu estiver errado me mostrem onde, é que ele implica a mera troca de uma elite "rica" por uma elite "pobre" que se torna riuca. basta comparar o Lula da oposição e o Lula da situação.

No dia em que o socialismo representar que todas as pessoas terão direito a escola, saúde e moradia essenciais, mas sempre garantindo a liberdade de expressão e de ir e vir, eu mudarei de opinião. Sempre fui de "esquerda", mas a vida foi me mostrando o outro lado das coisas. A esquerda em geral gosta de valorizar o pobre MANTENDO a pobreza. Vide o Bolsa Família. O porteiro do prédio de uma amiga, no Leblon, trabalhava lá fazia quase dez anos. Ele é do norte do país --e antes que me tachem de preconceituoso, a família de meu pai é toda do Piauí-- e resolveu voltar para lá para ficar com a família, pois descobriu que como desempregado lá ele poderia viver de Bolsa Família. Ou seja: ele deixou de trabalhar para receber Bolsa Família. E lá também ele não trabalha, pois como aceita a mediocridade de viver de esmolas, não aceitará trabalhar pelo mesmo dinheiro ou mais. E assim se forma uma horda de ociosos bancados pelo Bolsa Família. Por que? Porque essagente é fácil de manipular. Que nem Getúlio Vargas, que dava a esmola de uma carteira de trabalho e matava seus opositores, vide Olga Benario. Dois pesos, duas medidas?
Como não concordo com a política das corporações e da direita como um todo, fico em um vácuo político, mas sei que deste vácuo vai surgir uma terceira via que aposentará tanto a manipulação demagógica da esquerda quanto a exploração corporativista da direita.

johann heyss disse...

E quanto à questão do George Orwell, o livro me parece claro em mostrar que o socialismo é, na melhor das hipóteses, uma utopia impraticável, pois SEMPRE se formará uma elite, isto é da natureza humana, e não énecessariamente mau. A elite é como o núcleo de uma célula. Esta elite pode ser intelectual, e não monetária, e é ela quem vai influenciar os demais. Os influenciados não são piores que os influenciáveis, e estas posições são intercambiáveis e não-estanques. A idéia ridícula de que todos têm as mesmas necessidades é como pensar que todos têm o mesmo mérito. ter os mesmos direitos e oportunidades é naturalmente uma obrigação ética que dá a qualquer um a chance de ser o que quiser ou puder. Mas aquele que, tendo as oportuidades à disposição, não pode ou não consegue crescer, que fique onde está, e não vejo problema nisto. O ser humano precisa de liberdade para ser, e não de um govero paternalista como Chavez, que agora quer dizer o que os venezuelanos devem beber, como devem ser vestir, como devem se comportar, que tevê deve assistir... socialismo é isso, não é?

Quanto aos camelôs, acho que o artista está no meio do fogo cruzado entre os "pobres" e os "ricos". O direito intelectual garante o ganha pão de muita gente. Eu ganho a vida como tradutor, e estou muito longe de ser minimamente rico, nem imóvel próprio eu tenho. Se eu posso ganahr a vida e ter uma padrão razoável, aceitável, é porque existe direito intelectual. Conheço profissionais de gravadoras que são gente como nós, normais, que estão no desemprego até hoje por causa da pirataria que esmagou as gravadoras. neste sentido o camelô age como um verdadeiro parasita, ajudando a destruir gente de classe média-média e média-baixa. Está certo isso? Porque o governo não elimina os impostos dos CDs e DVD´s? Além do que, os CD´s que os camelôs vendem são feitos em sua maioria na China, país comunista em que prisioneiros políticos fazem trabalhos forçados e são executados para ter os órgãos vendidos ou doados aos cabeças do Partidão. O camelô com isso fortalece um sistema asqueroso de um país criminoso que é a China, o maior poluidor do mundo onde trabalho escravo é rotina. O camelô não está copiando manualmente os CD´s em casa, até porque ele nao teria dinheiro para ter conexão, computador, etc., já que ele é pobre. Se ele tem e faz assim mesmo, sinal que não é tão pobre e que tem má-intenção, pois poderia aplicar o dinheiro para abrir um negócio honesto.

johann heyss disse...

Fechando, Pamella, o problema que me revolta no comunismo e me leva a usar estas expressões que lhe desagradam é essencialmente o seguinte: em um país comunista, eu e você não poderíamos ter esta discussão, pois a internet seria controlada, como na China, Cuba, Mianmar, etc.

No dia que os países comunistas e socialistas permitirem a livre expressão política e que os cidadãos que não concordam com o comunismo votem contra o mesmo nas eleições --se houver eleições, claro-- e possam sair do país se desejarem, eu posso começar a tratar o comunismo/socialismo de outra forma.

Mas enquanto nos países comunistas matarem pessoas que tentam sair do país, opositores e etc., e enquanto a internet e meios de comunicação forem censurados, não adianta ter saúde e comida. Enquanto for asim, o comunismo e o socialismo continuarão na lixeira da política, junto com o fascismo e o nazismo.

Eu não tenho respeito por sistemas autoritários e totalitaristas. Eu prezo a democracia e a liberdade. Por isso, desprezo o socialismo/comunismo, o fascismo e o nazismo.

O capitalismo não é errado, errada é a corrupção. Os impostos que pagamos dão que sobra para dar educação, saúde e casa a todos.

E quem paga imposto neste país é a classe média. Os ricos sempre se safam. resolvam isso, cobrem dos ricos os impsotos devidos e os apliquem em saúde, moradia e educação, e vamos acabar com os pobres, pois nãop haverá mais pobreza. Há vários países no mundo que conseguiram isso em condições muito piores do que no Brasil.

Por isso tanto a esquerda quanto a direita brasileiras são um lixo.

Um abraço a todos

Observatório de Mídia disse...

"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não
há ninguém que explique e ninguém que não entenda".

johann, sempre que escuto a palavra liberdade me pergunto: o que é liberdade? O que é ser livre? Vivo realmente em um mundo livre? Quantas pessoas em nosso país podem ir para onde querem? Quantos podem estar aqui como eu e vc na internet?
Quantos podem ter acesso aos acontecimentos produzidos pela humanidade? De que socialismo vc esta falando? o Socialismo não é Stalin! Há mais que isso. Você lê a Veja sempre, posso ver isso, pois suas palavras são reproduções dos artigos nela publicados. Tem cortado e colado muito, seria melhor se vc citasse suas fontes.
abs

Mardonio Barros disse...

"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não
há ninguém que explique e ninguém que não entenda".

johann, sempre que escuto a palavra liberdade me pergunto: o que é liberdade? O que é ser livre? Vivo realmente em um mundo livre? Quantas pessoas em nosso país podem ir para onde querem? Quantos podem estar aqui como eu e vc na internet?
Quantos podem ter acesso aos acontecimentos produzidos pela humanidade? De que socialismo vc esta falando? o Socialismo não é Stalin! Há mais que isso. Você lê a Veja sempre, posso ver isso, pois suas palavras são reproduções dos artigos nela publicados. Tem cortado e colado muito, seria melhor se vc citasse suas fontes.
abs´
Mardonio Barros(Mahatma Gandhi)

johann heyss disse...

Mardonio, eu não leio a revista Veja e não gosto dela. nenhum dos meus argumentos foi rebatido. O autoritarismo dos governos socialistas não foi mencionado em sua resposta. Quem está cortando e colando é vc, que bem à mopda dos comunistas autoritários, simplesmente mudou de assunto e saiu pela tangente.

Hoje o Chávez acabou de proibir um cantor que o critica a cantar em um estádio do governo na Venezuela. Nos EUA, a Madonna faz shows mirabolantes falando mal do Bush. E o capitalismo é que é autoritário...
Se muitos não têm condições de estar na internet agora agradeça à falta de escola em um país governado por um sujeito que se orgulha de sua ignorância. Agradeça à corrupção. Corrupção pode existir no capitalismo, no socialismo, em qualquer sistema. Mas no capitalismo o sujeito pode desenvolver seus potencias. Não adianta vir com esse papinho de que alguns não tem acesso porque SEMPRE haverá algum tipo de desnível. Desafio vc e qualquer um a me mostrar UM ÚNICO país socialista ou comunista no qual o sujeito POSSA VOTAR CONTRA O SOCIALISMO e POSSA SAIR DO PAÍS NA HORA QUE DESEJAR.

Se socialismo é bom, porque os governos socialistas/comunistas não permitem que os cidadãos viAgem para o exterior e nem votem contra o governo?

Enquanto isto não for respondido sem evasivas é impossível manter o debate que vocês parecem fingir querer.

O problema de argumentar com radicais de esquerda, e de direita, é que não há discussão, apenas repetição de clichés e saídas pela tangente.

Eu devo ser otimista, pois ainda esperava que alguém apresentasse argumentos diretos e concretos. O texto da Adriana é muito bem escrito, mas é uma pérola do sofismo, no qual os fatos são distorcidos sob uma ótica paternalista, "coitadista", piegas e demogoga até o talo.

Expliquem também porque é certo um camelô vender contrabando feito na China, país comunista que desrespeita os direitos humanos mais essenciais. Não manipulem os fatos, não façam parecer que o camelô copia os cds em casa, pois isto não é verdade, e se fosse indicaria que ele teria algum poder aquisitivo para começar um negócio honesto ao invés de roubar a propriedade intelectual dos outros.

vanessa disse...

Bem, podemos talvez buscar um certo ponto de concordancia...

Primeiro, seria errado afirmar q o q o Johann escreveu é insensivel ao acontecimento da pobreza. Pois em um determinado trecho ele mesmo afirma q "O brasileiro paga impostos mais do que suficientes para garantir saúde e educação a todos, isto sim a forma de erradicar a pobreza".

Segundo, ele nao esta tao errado qnt essa tentativa sempre a de buscar essa dicotomia forte, e mtas vezes preconceituosa, e num falso dilema, 'Capitalismo (ruim) x Socialismo (bom)'. Existem atualmente inumeras formas dentro da sociologia de descrever a sociedade q nao mais se prendem em tal dicotomia. Existe desde pos-modernidade ate pos-marxismo, ate a terceira via de Giddens.

A questao pode ser completamente redescrita na linguagem politica e nao na linguegem economica. Ninguem duvida q houve aprendizados com a teoria marxista. Ninguem nega a importancia das pessoas terem igualdade e oportunidade material alem da meramente formal - O q sao os direitos humanos de segunda ordem se nao esse reconhecimento?

No entanto, deve ser reconhecido Johann, q vc tb acaba caindo na ideia problematica do "socialismo real". Ainda q eu possa concordar q sua critica aos atuais governos socialistas, isso nao significa q a esquerda por si so deva ser reduzido a isso. Isso é falso. O marxismo tb aprendeu com a teoria "capistalista". E nesse sentido, existem novas ideias de socialismo de mercado, assumindo as boas coisas do capitalismo e retirando o q é problematico. E de forma ainda mais "real", as teorias sociais-democratas q puderam nao somente reduzir a pobreza mundial, mas q enfatizaram na ideia de Direitos Humanos, desde da ordem Democratica, Liberdade e tb de uma Vida Digna.

Na vida enqnt a vivemos sao mtas variaveis q nos "obrigam" a fazer algo. E entre o fazer este algo e deixar o filho morrer de fome, vc nao possui uma verdadeira escolha. Mas somente um unico caminho.

O q deve ser feito é no fim, olhar alem das dicotomias. Tanto da "O capitalismo é o Mal mundial" ate a ideia "O socialismo é uma reliquia do passado e nao funciona".

Abs a tds!

johann heyss disse...

Vanessa, enfim alguém me responde de maneira direta e equilibrada. Obrigado!

Estou pronto sempre a mudar de idéia. Fechar-se em teorias prontas não é buscar sabedoria.

Se quiserem dar o nome de pós-socialismo ou o que for a um sistema que garanta ao mesmo tempo liberdade de expressão e vir, e direito para TODOS a educação, saúde e moradia, eu serei o primeiro a aceitar e votar por isto.

Agora, se socialismo é o que se vê na Venezuela, Cuba e China, repito que é tão grave quanto o nazi-fascismo.

Sabem qual é meu político de confiança? Fernando Gabeira. Ele está longe de ser de direita, mas já reconheceu que o socialismo/comunismo, como até hoje exercido, é um sistema fracassado e superado.

Estou aberto a quaisquer argumentações.

Abraços a todos

Heyss disse...

Ah, também sou contra dicotomias. Um dos lugares mais equilibrados socialmente que conheci foi Berlim. A mistura de capitalismo com comunismo que se vê no lado oriental da cidade é bastante interessante. A liberdade do capitalismo com o princípio não-consumista do comunismo.

Mas ainda acho o capitalismo, como diz Gabeira, o sistema menos ruim, menos imperfeito já experimentado até agora.

A Austrália é capitalista, e foi um país colonizado por prisioneiros etc., e lá parece existir um nível de justiça social bem razoável. A Irlanda é outro exemplo. A Noruega tem altíssima qualidade de vida, e é uma monarquia capitalista. Não defendo a monarquia, mas estes são fatos.

Anônimo disse...

É impressionante como as pessoas hoje em dia (será que foi sempre?) dão um estatuto de verdade a simples análise aparente das coisas, não relacionando nada com nada, incapazes de uma pequena reflexão ou se pergutarem porque as coisas são assim. Aí até falam de um talento transcendente que nada diz sobre o tempo, espaço, ou seja, o bom e velho contexto.
Agora, dizer que a experiência do socialismo soviético é a única possível e trazer à tona a discussão do George Orwell não é grande novidade, eta clichê absoluto de única possibilidade. E um monte de gente está há decadas mostrando que possibilidades que estejam longe do capitalismo existem, e que hora nenhuma é possível fechar às possibilidades. Óh, inescapável condição essa em?

Agora, cooperar com os pobres foi lindo em? Eu estou ouvindo um grande ascético quaker falando mesmo?É aquilo né? nós vencemos na vida, construímos nossa vida na MESMA condição e trabalhamos com HONESTIDADE pelo pão de cada dia. Isso sim me parece cristão. É claro que com este amor todo pela propriedade é necessário trazer o "belo" aparelho coercitivo do Estado para colocar na cadeia os "indesejáveis".


Voto de pobreza?Nossa, muito franciscano. A questão não está definitivamente na multiplicação da pobreza, meu querido. Mas num autêntico projeto de emancipação humana que não pressupunha a exploração.

"Conheço gente que saiu do morro e cresceu na vida sem roubar nem se corromper. E sem Bolsa Família."

Pra vc ver né? Eles conseguiram, pq todo mundo não consegue? E aquele referencial é tudo. Se eu estou falando do lado de uma classe média e toda a possibilidade facilitada para garantir meu "sucesso" (argh) na vida, é muito fácil caçar exemplos que transpuseram as suas condições,não é?


Ah, eu nem queria ficar respondendo comentário alheio e nem sei se fiz isso direito, mas vejo muitas vezes ataques a esse blog na forma mais "recalcada" e simplória que se faz ao socialismo.

johann disse...

Anônimo, além de náo ter coragem de mostrar sua cara, vc realmente não respondeu nenhuma das questões que levantei exaustivamente sobre este tópico. Ninguém é obrigado a concordar comigo. Conheço uma socialista que diz que é mais importante ter comida e saúde que liberdade de expressão e de ir e vir. Ao menos ela reconhece isso, embora seja uma opinião desprezível de gente autoritária.

Quando é que algum socialista vai responder porque é certo um camelô revender contrabando produzido pelo trabalho escravo de um país que desrespeita flagrantemente os direitos humanos como a China?
Quando é que algum socialista vai me responder onde existe ou existiu um governo sicalista que não fosse autoritário?
Quando é que vão me responder porque o maldito Chávez pode ser achar no direito de dizer aos venezuelanos que não bebam uísque, não assistam a tal tevê e não se comportam assim ou assado? Se o canal de tevê cassado por ele era golpista, qual o problema, já que Chávez também é um golpista que, como Hitler e Vargas, teve a infelicidade de ser eleito por votação por um povo manipulado e ignorante?

Quando é que alguém vai responder as questões levantadas SEM EVASIVAS?

Sem isso fica difícil acreditar que vcs queiram um debate. Até agora está parecendo que vocês querem um coro para dizer amém aos seus preceitos. Mas se eu nunca fui vaca de presépio da direita, por que seria da esquerda?

Liberdade de ir e vir e liberdade de expressão acima de tudo.

Anônimo disse...

Claro, claro...vc está acima da crítica. hahaha
Pairando e proclamando sua subjetividade mostrando que FAZ as suas próprias escolhas.

hahahahaha

E viva a liberdade!

johann disse...

Não adianta vir aqui e esperar uma resposta, coisa que só a Vanessa foi capaz de escrever. O pessoal aqui só sabe dizer "amém" aos socialistas, mas na hora de argumentar, cadê? Cadê o palavrório bonito dos textos do blog? Ninguém consegue responder às perguntas objetivas que repeti à exaustão aqui?

Isso só prova que o socialismo é fracassado e ultrapassado, pois nem aqueles que o aceitam sabem defendê-lo e justificá-lo...

Anônimo, vc além de anônimo não sabe o que diz, pois sua resposta está abaixo da evasiva, é falta de resposta mesmo.

Que pena, achei que este era um espaço para o debate.

ludmilesca disse...

Vamos responder ao debate então.

A questão definitivamente é que eu não concordo com vc e de fato, encontrei muitas vezes a sua resposta respondida e você insistia em negativá-la ao invés de respondê-las objetivamente.

Definitivamente, a China não é um espelho para os socialistas hoje em dia. O Governo de Mao foi sim nefasto como o stalinismo. E parece que já falamos exaustivamente sobre isso. Os marxistas já mostraram a distância da proposta stalinista há 30 anos e as pessoas continuam a falar sobre isso. A questão não é a reatividade e sim a proposição de um horizonte novo, novas possibilidades de emancipação humana ou até resistência mesmo. Pressupondo assim, a não exploração do homem, e definitivamente, como até você pode concordar, não é o Capitalismo que faria isso por nós, certo?

Tanto não é assim que você apontou a China como o país que desrespeita os direitos humanos. Pois é, esta é a prova viva de que a China está bastante alinhada ao Capitalismo, explorando a mão de obra em nome de um crescimento econômico gigantesco. Portanto, Johann, o exemplo que vc deu é justamente aquele que objetiva a exploração humana pelo capitalista.

Agora, vamos lá. Falar de camelô é mostrar a outra ponta da ação nefasta de mercado. Camelôs são trabalhadores precarizados, que não têm nenhum direito frente às leis trabalhistas e vendem sim, produto falsificado da China e de outros lugares do mundo. É mais fácil apontar para o lado mais fraco, não é? É difícil perceber que a situação que os colocou ali não é algo chamado desemprego?
Pois é, você faz a análise somente aparente dos fatos, porque é mais fácil usar de sofismas e palavras de apoio para ganhar uma discussão.

Sobre a questão do socialismo e de autoridade, de fato, houve sim governos socialistas e autoritários (como disse anteriormente de Mao e Stalin) e isso já é lugar comum.
Agora sobre os chamados “governos socialistas” da América Latina, a questão, definitivamente não é fazer com que cresça o reino da falsa necessidade e seja fundamental que a maioria de um povo que viva mesmo às beiras da necessidade precise beber uísque? Tenho certeza que Chavez não estava falando para a maioria da Venezuela, não é verdade? ( porque eu to respondendo sobre uísque? Isso é ridículo)

Agora, sobre a RCTV, acho que vc anda muito mal informado, pois a RCTV foi a emissora que ajudou no golpe de Estado em 2002, contra Chávez.
“A conclusão do documentário é que o golpe de estado foi planejado e levado a cabo por várias elites de extrema direita venezuelana e com ação externa por parte de Estados Unidos e e peolos meios de comunicacão da Venezuela.” Wikipédia.

Você sabe o que é golpe não é? Você lembra da ditadura no Brasil que foi um golpe a liberdade alinhada com os EUA( a força democrática (???) do mundo). Pois é, esta sua liberdade de expressão deve se esvair em lamento quando este amado Capitalismo dá um golpe, não é? E depois a autoridade é socialista...Pra te deixar bem informado, a constituição proposta por Chavez tem sempre o respaldo do povo que vota a cada nova proposição para a nova constituição. Esta última foi aceita por 60% dos votos. E outra coisa, Chavez está no poder há 7 anos porque foi ELEITO. Porque eu mesma ouvi do cônsul da Venezuela aqui no Brasil que quando o povo não quiser mais Chavez, ele não será mais presidente, não será mais eleito no processo eleitoral. Agora você vê, nem a Globo podia ficar alheia a isso. Você viu aquela série que passou no fantástico chamada “Te quiero América?” Até ali a Denise Fraga entrevistou um vendedor na rua que disse que o governo de Chavez não era ditador como todos pensam, e que ele governava para a diminuição da desigualdade social. No mesmo episódio, a Denise Fraga conversa com uma atriz da RCTV que fala da castração da liberdade. Ora, vamos analisar de qual lado que cada um fala, não é verdade?
Eu já tive provas cabais de que aquele governo é legítimo e serve ao povo.
A sua visão é um tanto quanto elistista quando acha que só a intelectualidade (ou classe média) é capaz de ter pensamento crítico e o povo é apenas manipulado e ignorante. Você acha mesmo que tem algum diálogo com quem acha mesmo que tem uma atitude crítica sobre a realidade? E trabalha com pressupostos tão diferentes do seu?
Acredito na agência humana sim e não acho que o povo seja fantoche como algumas pessoas (como você) acham.

Espero ter respondido às questões e por favor, faça proposições.

johann disse...

Cara Ludmilesca,

Primeiramente obrigado pela resposta ponderada.

Eu não sou defensor do capitalismo em si. Citando novamente Fernando Gabeira, que não é nem nunca foi de direita, o capitalismo é imperfeito mas é o sistema menos pior até agora. Pense o seguinte: se os impostos que recolhemos no sistema capitalista fossem usados efetivamente para dar casas populares, educação de qualidade e saúde para a população, as coisas seriam bem diferentes, não seriam? E por que não se faz isso? Corrupção, entre outros fatores. Vc sabe disso.

Eu não aceito nenhum governo que se reeleja por mais de duas vezes. Queira o povo ou não, isto é manipulação, pois o sujeito que está lá tem como permanecer no poder desta forma. Getúlio Vargas era um ditador abjeto que foi eleito pelo povo e depois não quis mais sair. Hitler, aquele monstro, foi eleito pelo povo. Isto não legitima nada do que ele fez, pois o que Hitler fez foi manipular o povo. Chavez faz o mesmo, embora eu não vá dizer que ele é tão nefasto quanto Hitler, obviamente. Ao menos ainda não.

Quanto à rede de tevê venezuelana, é uma rede golpista sim. Mas que moral Chavez, um ex-golpista, tem para criticar o golpismo do outro lado? O roto falando do esfarrapado?

Um golpe dado em nome do povo não é menos pior do que um dado em nome da elite, porque por ocasião do golpe quem era elite vira povo e vice-versa.

Quanto aos camelôs, se eles são a parte mais fraca , o que são os artistas e os profissionais que lidam com produtos artísticos? Será que é certo um artista investir num trabalho e depois vê-lo vendido nas ruas sabendo que não vai ganhar nada desta venda? Isto é roubo. Eu não defendo latifúndios, sou totalmente a favor da reforma agrária --mas não pelos métodos violentos e hipócritas do MST--, mas sou a favor da propriedade privada, sim. Algumas pessoas são mais capazes que as outras, e tendo garantidas as salvaguardas básicas, cada um deve ser livre para crescer de acordo com suas capacidades. Sem lobby, sem clubinhos, baseando-se na capacidade de cada um, que não é comum a todos.

E se o camelô vende produtos falsificados da China, seja ele a ponta mais fraca ou não, deve ser combatido. Aliás, o problema não é o camelô em si, mas os produtos falsificados que vendem. Antes de haver CD e DVD não havia camelô? Havia, sim. Eles vendiam outras coisas. Eles passaram a vender falsificações chinesas provavelmente porque é um lucro mais fácil. ISto é parasitismo.

Quando eu morei em NY fui camelô. Vendia bijuterias de prata feitas por uma amiga minha, francesa. A lei lá era clara: o camelô pode vender, sim, desde que seja produto próprio. Não quero comparar a realidade dos EUA com a nossa, mas acho que em essência a regra neste caso é certa. O que não pode é um lojista pagar taxas extorsivas que eram para favorecer os próprios necessitados e ver um camelô vendendo o mesmo produto que ele, na frente da loja dele, falsificado. Isto é competição desleal, e é "coitadismo", é favorecer o fraco em detrimento não do mais forte, mas do mediano. As grandes corporações sempre arrumam um jeito de se dar bem, mas o lojista mediano é o que mais sofre com os camelôs, assim como os funcionários de gravadoras, editoras, etc. Alguns livros de grande sucesso da editora para qual trabalho já foram pirateados por gráficas de fundo de quintal e são vendidos por camelôs nas ruas. Isto é certo? Pra mim é roubo.

É como o polêmico caso do assalto ao Luciano Huck. Fico enojado de ver que tem gente que defende o assalto como natural, como se ele não tivesse direito a ter um Rolex. Che Guevara morreu com um rolex no pulso. Elio Gapari, que não é de direita nem nunca foi, escreveu um brilhante artigo sobre isso. O rolex iria de qualquer maneira parar na mão de quem tem dinheiro para pagar. Isto não justifica o roubo. Não estou nem aí para o Huck e o lixo do programa dele, mas defendo o direito dele de usar um rolex sem ser assaltado. Que eu saiba ele não é ladrão, sendo assim porque mereceria ser assaltado?

Agora, o ponto crucial dos meus posts não foi respondido até agora. Por que nos países comunistas/socialistas, via de regra, não se tem liberdade de expressão? O Chávez impediu o Alejandro Sanz de cantar num estádio do governo porque ele falou mal do Chávez. Já Madonna canta onde quer nos EUA chamando Bush de assassino, e Michael Moore ganha Oscar com um documentário no qual chama Bush, entre outras coisas, de cocainômano. Eu naturalmente odeio o Bush, mas admiro a democracia americana neste particular, pois ninguém vai ser preso nem perseguido nos EUA por falar mal do presidente, seja ele quem for.

Nos países comunistas/socialistas não há liberdade de ir e vir. Sem isso, nada se justifica. Eu, por exemplo, trabalho muito e me sacrifico para poder viajar ao exterior quando posso. Se eu estivesse em um país comunista/socialista, não poderia fazer isso. E não poderia criticar o governo.

Quem tenta sair de Cuba de jangada, correndo risco de ser devorado por tubarões, vai apodrecer na prisão se tiver o azar de ser pego pela polícia cubana. Ou seja, o sujeito quer liberdade e acaba preso.

Enquanto o socialismo/comunismo implicar falta de liberdade de expressão e de ir e vir, continuará no mesmo nível do fascismo e do nazismo.

No dia que socialismo representar casa, educação e saúde para todos, garantindo liberdade para quem quiser crescer, e liberdade de expressão e de ir e vir, tudo bem.

Aliás, recentemente Chávez se recusou a aceitar que homofobia fosse considerada crime na Venezuela. Que democrático, não? Os países socialistas são muito "generosos", mas estão entre os maiores opressores de homossexuais do mundo. Já na Alemanha, na Espanha e na Holanda capitalistas o casamento entre iguais é permitido.

Um abraço a todos

david disse...

Meritocracia, estado de direito....essas coisas s� funcionam em pa�ses onde n�o h� mis�ria, pobreza. Qual a solu�o para o brasil, socialismo? n�o sei, se for o mesmo praticado em outros pa�ses, creio que n�o( e isso parece ser a �nica unaminidade aqui).

Anônimo disse...

Meu Jesus no Himalaia! Nunca ví tanta gente burra e ignorante falando tanta bobagem! Olha entre Aristóteles e Aguinaldo Timóteo prefiro o primeiro, então meus queridos é preciso realmente ter conhecimento pra se dar opinião ou então se recolher a sua humilde insignificância, outra maneira seria começar a ler aquilo que não é cartilha NEW AGE e Marxista.

ludmilesca disse...

É tão fácil desqualificar né? Sem se colocar, sem argumentar...
É assim no manhattan connection e vai ser assim com alguns por aqui também...hehehe